De que vale termos mil e uma coisas atarracadas nos armários, que nunca usamos? coisas que foram oferecidas e que não gostamos muito, outras que comprámos há décadas e com que já não nos identificamos, outras que não têm realmente utilidade funcional.
Quando olhei para dentro do meu aparador nem sequer percebia o que lá estava! copos de cristal que eram da minha mãe e que serviram para desenrascar até comprar outros (comprei outros e os de cristal ficaram na mesma), um fondue de queijo muito giro mas usado apenas uma vez em doze anos, um conjunto de sushi nunca usado em sete anos, um pimenteiro desemparelhado do saleiro (que se partiu)...
Depois de tirar tudo e fazer uma selecção rigorosa, ficou assim. Finalmente percebo o que tenho!
A porta ao lado, estava neste lindo estado! todas as garrafas estavam vazias ou quase vazias, um vaso com uma vela esquecido por lá, uma tábua de madeira rotativa nunca usada...
Nova selecção e o resultado foi este!
As chávenas de café passaram para a cozinha (que é onde está a máquina), mantive os copos de cristal mais pequenos para os licores (que não tenho, mas hei-de comprar), as garrafas vazias desapareceram, encontrei uns pratos quadrados que comprei há séculos e que nunca usei (deixei-os ficar na condição de os usar nos próximos 12 meses, caso contrário vou doá-los), livrei-me do vaso esquecido e de todos os pratos e coisas de servir que nunca usei e sei que nunca iria usar.
Saber que as minhas coisas podem ser utéis para alguém ajuda muito neste processo de destralhar e ter uma vizinha no prédio que se disponibiliza a levar as coisas para a associação onde é voluntária ainda ajuda mais.
[este é um post que pouco ou nada tem a ver com poupança propriamente dita, mas de há algum tempo para cá, que ando a tentar ter uma vida mais simples com menos coisas, pelo que me dá gosto partilhar isto convosco].

